Área da Criança retrata a filosofia de vida de Kinjirô Ninomiya - Festival do Japão

Área da Criança retrata a filosofia de vida de Kinjirô Ninomiya

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Mais que um espaço gratuito para se divertir. Com o tema "Kinjirô Ninomiya", a Área da Criança do 12º Festival do Japão vai mostrar aos pequenos um pouco da história desse grande samurai japonês.

 

A importância de cuidar do meio ambiente, de estudar e de ser esforçado; são algumas das características de Kinjirô Ninomiya, e que serão passadas para as crianças nos três dias do festival.

"Esta ação também faz parte de um grande projeto de divulgação e recuperação da história desse importante samurai, que começou no Japão, e foi trazida para o Brasil pela Associação Cultural e Assistencial Kanagawa", afirma Juliana Mieko, coordenadora da Área da Criança.

Haverá também uma estátua de origami do Kinjirô Ninomiya, produzida pelo artista João Dell Vale, feita com materiais recicláveis encontrados na Vila Prudente, bairro de São Paulo.

Boneco_Ninomiya_1O artista levou dois meses para produzir, sozinho, a estátua de um metro, e contou com o apoio da Sub-prefeitura de Vila Prudente, da Associação Cultural e Assistencial Kanagawa e da equipe da Área da Criança do 12º Festival do Japão.

"A nossa missão é ensinar as crianças a amar as plantas, cuidar do meio ambiente e valorizar a agricultura, para isso, além da apresentação de contos ligados ao tema, também vamos distribuir mudas de plantas e produzir origamis e brinquedos com material reciclado", finaliza Juliana.

Sobre Kinjirô Ninomiya

Personagem real da cultura japonesa, Kinjirô Ninomiya foi um menino que caminhava com lenha nas costas e, ao mesmo tempo, fazia a leitura de livros. Filho de proprietários de terra, na atual província de Kanagawa, viu seus pais perderem tudo por causa do transbordamento do rio Sakawa, que deixou as terras improdutivas, e também dos altos impostos. Aos 14 anos, seus pais faleceram e, então, Kinjirô foi morar com seus tios.

Ele superou a pobreza e, com cerca de 20 anos de idade, recuperou as terras perdidas pelos pais, após anos realizando pequenas plantações. Para estudar, Kinjirô extraía óleo de canola, que plantava, para ler à luz de lampião.

Kinjirô também foi um bom administrador e, aos 32 anos, após estudos de fluxo de caixa de famílias de agricultores, convenceu o governo japonês a baixar os impostos por dez anos, para que o dinheiro pudesse ser investido na melhoria da produção. Aos 56 anos, foi nomeado samurai e passou a usar o nome de Sontoku.

Para divulgar o pensamento de Kinjirô, a Associação Hotoku, do Japão, passou a doar estátuas do samurai ainda criança. No Brasil, há uma estátua de Kinjirô, doada pela província de Kanagawa, inaugurada em 2008, na sede da Associação Cultural e Beneficente da Província de Kanagawa, na Vila Mariana, em São Paulo-SP.

 
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